sábado, 21 de julho de 2012

MANIFESTO DOS ARTESÃOS


Leia abaixo o Manifesto enviado pelo FAPE - Fórum dos Artesãos e Artesãs de Pernambuco para o Governador Eduardo Campos e para a Primeira Dama Renata Campos:



MANIFESTO PELA VALORIZAÇÃO DO ARTESÃO E ARTESÃ DE PERNAMBUCO

Os artesãos e artesãs de Pernambuco que não foram selecionados para participar da XIII FENEARTE manifestam sua insatisfação com o resultado da seleção e com o método utilizado para tal, que discrimina e penaliza grande parte da categoria.

A grande maioria dos profissionais artesãos pernambucanos está insatisfeita com esta discriminação, mascarada de seleção que só desvaloriza e desestimula o exercício do ofício, além de dar margem às práticas inconsequentes como, pré-inscrever os parentes e amigos (sem nenhuma competência artesanal), para obter mais chance na seleção. Os artesãos recomendam que, se tem que haver seleção (uma vez que o espaço não comporta toda demanda) que seja analisado o artesão e não o produto artesanal, que se faça uma visita ao ateliê do artesão pré-inscrito, para classificar e bonificar os verdadeiros artesãos, e não atravessadores de artesanato.

A categoria artesã pernambucana (principalmente os profissionais artesãos da Região Metropolitana) dá ciência ao governo do Estado, do descontentamento geral da classe com a exclusão também do Centro de Artesanato (que será inaugurado no armazém 11 do Porto do Recife), onde a categoria, não foi sequer consultada sobre a criação deste equipamento e também em nenhum momento, foi chamada para colaborar com o processo de organização e gestão do espaço.
Os artesãos e artesãs de Pernambuco ficam a se questionar que governo popular e democrático é este, que continua com as mesmas práticas da ditadura, impondo, discriminando, excluindo o povo (artesãos e artesãs) das ações e decisões direcionadas a este mesmo público?
Que governo popular e democrático é este, que não dialoga com o povo (artesãos e artesãs) que o elegeu e que impõe o que Ele (Governo) acha que é certo, sem consultar, sem saber o que realmente este povo (artesãos e artesãs) quer.

Senhor Governador Eduardo Campos e Primeira dama Senhora Renata Campos, o povo (artesãos e artesãs), não aceita mais imposição, não aceita que a “coisa venha de cima pra baixo” sem uma efetiva participação.
Os artesãos e artesãs de Pernambuco, prejudicados e discriminados pelo governo que ajudaram a eleger manifestam sua insatisfação com o direcionamento que este governo está dando ao artesanato no nosso Estado e solicitam a participação da categoria artesã nas ações direcionadas à classe artesanal pernambucana, como também, solicitam dinamização e democratização da participação da sociedade civil (artesãs e artesãos) no Programa do Artesanato de Pernambuco – PAPE; solicitam ainda, a retomada das reuniões do PAPE e das informações às entidades representativas dos artesãos pernambucanos no diz respeito ao cronograma das feiras fora do Estado, para que estas entidades voltem a indicar os artesãos para participar dessas feiras cujo espaço é viabilizado pelo governo do Estado (aquela parceria “governo e entidades de classe” não acontece mais), atualmente estas indicações estão sendo feitas pessoalmente pelos técnicos do governo, o que só reforça a discriminação e o protecionismo a uns artesãos e artesãs em detrimento de outros competentes profissionais artesãos do Estado.
Ainda neste manifesto, os artesãos e artesãs de Pernambuco exigem uma tomada de decisão referente à democratização do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco para adesão ao Sistema Nacional de Cultura – SNC o que, de acordo com a grande maioria da classe artística cultural Pernambucana é mais uma incoerência deste governo “popular democrático”.